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ESPARTA

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A transferência da corte portuguesa para o Brasil


VINDA DA CORTE PORTUGUESA PARA O BRASIL
No início do século XIX Napoleão Bonaparte era imperador da França, após a fase revolucionária que depôs e levou para guilhotina Robespierre. Napoleão proibiu todos os países europeus de comercializar com os ingleses. Foi o chamado Bloqueio Continental.  Portugal era governado pelo príncipe  Dom João e comol era  aliado da Inglaterra, Dom João ficou numa situação  difícil: se fizesse o que Napoleão queria, os ingleses invadiriam o Brasil, pois estavam muito interessados no comércio brasileiro; se não o fizesse, os franceses invadiriam Portugal.
A solução que Dom João encontrou, com a ajuda dos aliados ingleses, foi transferir a corte portuguesa para o Brasil. Em novembro de 1807, Dom João  e sua corte partiram para o Brasil sob a escolta da esquadra inglesa. 15 mil pessoas vieram para o Brasil em quatorze navios .  Ainda em Salvador Dom João abriu assinou os tratados que implantavam as bases do liberalismo econômicos: a abertura dos portos do Brasil aos países “amigos”, permitindo que navios estrangeiros comerciassem  nos portos brasileiros. Essa medida favoreceu principalmente a Inglaterra.
 Várias transformações marcaram o cenário político-social da colônia entre elas o Decreto da Abertura dos Portos às Nações Amigas, crescimento populacional devido ao grande número de nobres e funcionários da corte portuguesa e a criação do Banco do Brasil .

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Felipe Patroni e imprensa Liberal no Pará

A história da imprensa na Cabanagem ,embora a primeira circulação de um jornal impresso no Brasil tenha ocorrido em 1808, no Pará o primeiro periódico só ocorre em 1821.
O contexto era o Vintismo no Grão Pará, ou seja, a expansão das idéias liberais na província do Pará que foi reflexo da Revolução do Porto, em Portugal, que exigia o retorno da Corte, que se encontrava no Rio de Janeiro desde 1808. O Movimento em Portugal tinha a finalidade de regenerar a pátria portuguesa que se encontrava fortemente influenciada pela Constituição Espanhola; estabelecer uma Monarquia constitucional, aos moldes do liberalismo; e restaurar, por conta dos interesses da burguesia comercial metropolitana, a exclusividade comercial com o Brasil, que em 1815 havia sido elevado à comercial metropolitana, a exclusividade comercial com o Brasil, que em 1815 havia sido elevado à comercial metropolitana, a exclusividade comercial com o Brasil, que em 1815 havia sido elevado à condição de Reino Unido.
“O comércio entre o Pará e Portugal havia progredido, subindo sempre nos últimos decênios do século passado e nos primeiros deste; mas, depois que o Rei de Portugal se instalou no Rio de Janeiro e prometeu liberdade dos portos, passou grande parte desse comércio para Inglaterra, o que ficou provado pela grande afluência de navios ingleses no porto brasileiro”. (Vicente Salles – Memorial da Cabanagem, 1992).
A partir disso, em janeiro de 1821, surge aos moldes do “Correio Braziliense”, a “Gazeta do Pará” que era organizada e publicada em Lisboa. Este jornal valorizava as notícias da corte portuguesa e, não apresentava características de periódico por se configurar enquanto documento impresso que visava divulgar os eventos relativo à proclamação da ordem constitucional metropolitana na então Capitania do Pará (...), a “Gazeta do Pará” era o instrumento de Felipe Patroni de tornar público a importância de uma constituição para o Estado e seus cidadãos.
“Severa crítica à administração dos negócios públicos, esforçando – se por desenvolver certas políticas entre seus contemporâneos, opiniões por certo favoráveis ao regime livre dos povos, mas de alguma forma ameaçadoras do sistema até então seguido pelos agentes do poder”. (Vicente Salles – Memorial da Cabanagem, 1992).
Um ano depois é criado o jornal “O Paraense” que tem sua primeira edição publicada em 22 de maio de 1822. Ele foi impresso numa máquina trazida da Europa por Felipe Patroni, Daniel Garção de Melo entre outros sócios. A linha editorial de “O Paraense” foi marcada pela luta em prol da liberdade (incluindo a liberdade de imprensa) e Independência do Brasil, sendo esta última fortemente evidenciada no período em que assume a direção do jornal o Cônego Batista Campos. Com a adesão da então Província do Pará à Independência do Brasil, em 1823, o jornal deixa de existir.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Vídeo sobre a educação jesuitica e a reforma pombalina

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A EFEBIA ATENIENSE
O termo efebia vem de éfêbos, "jovem", "efebo". A instituição é introduzida em Atenas no último terço do século IV a.C. após a derrota de Queronéia. A efebia de Atenas começa a funcionar regularmente a partir de 334-333 a.C. e é detalhadamente analisada por Aristóteles na sua "Constituição de Atenas".
A efebia ática se assemelha ao nosso serviço militar obrigatório. Os demos (= distritos) fazem as listas dos jovens cidadãos que chegam aos 16 anos, que são alistados e cumprem dois anos de serviço: o primeiro nas casernas do Pireu, onde recebem educação física e militar; o segundo é empregado em manobras de campanha, guarda nos postos de fronteira e funções de milícia. Sustentados pelo Estado - recebem 4 óbolos por dia - os efebos usam roupa característica: oo pétaso - um chapéu de abas largas - e um manto negro. Aos 18 anos o jovem ateniense atinge a maioridade civil.

Mas a efebia ateniense não é apenas uma instrução militar: é uma iniciação cívica, moral e religiosa aos deveres e direitos do cidadão. É toda ela marcada pela ideologia da pólis. O curioso é que Atenas reage à sua desintegração quando não há mais conserto: a partir de 300 a.C. mais ou menos, a efebia perde o seu sentido militar, transformando-se em uma agremiação escolar onde se ensina a literatura e a filosofia. Observa H.-I. Marrou: "Ela não desaparecerá, mas, por uma evolução paradoxal, esta instituição, concebida para ser posta a serviço do exército e da democracia, transformou-se, nessa Atenas nova onde triunfa a aristocracia, num pacífico colégio em que uma minoria de jovens ricos vem iniciar-se nos refinamentos da vida elegante".

Entretanto, na época helenística pode-se ver a efebia espalhada em mais de uma centena de cidades. E aí também, como em Atenas, a efebia é mais aristocrática do que cívica, mais esportiva do que militar. O que os gregos das colônias querem é que seus filhos sejam iniciados na vida grega e no gosto pelos exercícios atléticos, fator cultural que imediatamente diferencia um grego de um bárbaro.
A palavra efebo (ephebo)na lingua grega era associada ao jovem adolescente entre 18 e 20 anos, período em que prestava serviço militar nas polis como Atenas. A ephebia em Atenas consistia em várias etapas onde o jovem deveria passar para aprender os valores daquela sociedade e o que ela cultivava como virtudes. E quais eram os valores ensinados aos jovens naquela etapa da vida? Dependendo da época em que nos referirmos estaremos tomando um modelo diferente. Assim no período clássico, por volta do séc. V a. C a democracia havia sido instituída a partir das reformas de Psistrato e de Clístenes. Como em outras cidades gregas apreparação militar era importante mas se combater em defesa da polis continuou a ser o principal meio de alcancar a gloria, mas nao era, como
se tornou em Esparta, uma preocupacao obsessiva.  Escreve Tucidides (1. 6) que nos primeiros tempos, por  nao existirem casas protegidas e comunicacoes seguras, os Gregos tinham o habito de andarem armados e que Atenas foi a primeira cidade a abandona-las (1. 6. 3):

Os Atenienses foram os primeiros entre eles a abandonarem
as armas de ferro e, sem constrangimento, entregaram-se
a uma vida mais civilizada.
Nas provas atleticas encontravam os Gregos, sobretudo os da classe nobre, um campo para mostrar
a sua superioridade e excelencia. Eram famosos os Jogos Olimpicos, e era uma gloria ser proclamado vencedor numa das suas provas. Outro aspecto importante da formação do jovem era aprender a declamar, a se apresentar em público e saber fazer discursos eloquentes e assim ao contrário de Esparta os jovens deveriam aprender oratória. Em um texto de Platao, alem de chamar a atencao
para o equilibrio que deve existir entre a preparacao fisica e a formacao espiritual — ha uma mutua influencia — vinca o valor formativo da poesia e da musica. Os Gregos davam grande importancia ao ensino destas duas artes que entao nao estavam tao separadas , os jovens aprendiam a cantar e a recitar as obras dos grandes autores, algumas delas de cor.
Paralelamente a essa formacao basica , a grande escola era o convivio social que tem significativa importancia educativa em Atenas,  o convivio na Agora, nos banquetes, nos ginasios.
Os vasos gregos servem como material de pesquisa para entendermos aspectos relevantes da cultura grega. No vaso acima aparece uma cena de aula musical e no vaso à esquerda aparecem representações de uma festa em homenagem a Hércules no Olimpo. Provavelmente a cena foi inspirada nas festas que aconteciam no calendário grego.
Durante o governo dos Pisistratidas, das mudanças que introduziram a democracia em Atenas, acontecia provavelmente uma instrução intelectual nos ginásios de Atenas. Essa educação deste jovem deveria ser conformada com as preocupações da elite no tempo da tirania.. A taça configura oposições que simbolizam a função do masculino e quais as suas obrigações sociais na Atenas desse tempo esteja relacionada ao desenvolvimento musical das festividades e da relização do kómos dionisíaco( procissão ao Deus dionísio). Os jovens atenienses deveriam aprender uma poesia e uma performance nos festejos que os proporcionariam desenvolver atributos
ideais o bom senso, a lealdade , o charme, a atração e a sedução. Essa educação estabelecida para os jovens faz parte da política da tirania em Atenas. O ideal da educação helenística era a formação do homem total, visando o equilíbrio e a harmonia completa «do corpo e da alma, do carácter e do espírito, da sensibilidade e da razão»