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ESPARTA

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A expulsão dos jesuítas do Brasil

A expulsão dos jesuítas do Brasil - Cristine Delphino


Durante o século XVIII o Brasil foi o cenário de uma luta entre duas grandes forças: a igreja e o governo. Os jesuítas chegaram ao país em 1549, mais precisamente em Salvador (cidade fundada com ajuda deles), na Bahia, através da expedição de Tomé de Souza. Além de catequizar os índios, os jesuítas construíram colégios que iam do Ceará a Santa Catarina e foram muitos que deram o seu sangue pelos colégios, por Portugal e pelos indígenas. Com o decorrer do tempo a influência dos jesuítas ia crescendo e eles passaram a ter uma certa independência em relação ao Estado e até da própria igreja.

Somando com isso, é importante também entender que com a entrada do século XVIII, a Europa passou a contar com uma teoria política que vai contra o iluminismo, conhecida como Absolutismo que pregava que uma pessoa deve ter o poder absoluto (judicial, legislativo e religioso). Até então a igreja era muito poderosa, Portugal passou então a pregar três medidas. O Despotismo Esclarecido, ou seja acreditava-se no direito divino do rei; o Regalismo onde o chefe do estado podia interferir em assuntos internos da igreja e o Beneplácito Régio onde a igreja tinha que contar com a aprovação do monarca. Era o Marquês de Pombal o representante do Despotismo Esclarecido e o ministro do reino de Portugal.

O Marquês realizou a conhecida “Reforma Pombalina” que tinha como intenção transformar Portugal numa metrópole capitalista, assim como outros países europeus já capitalizados. A escravidão dos índios foi extinta e eles até poderiam se casar com portugueses. A ideia de Pombal ao permitir isso, era a de que os índios se miscigenassem, houvesse um crescimento populacional e então o Estado contasse com mais força nas fronteiras do interior.

Quando os índios passaram a ser livres, isso chocou-se contra os jesuítas, que não deixavam que a autoridade real interferisse nos assuntos deles. Marquês de Pombal que queria realizar uma reforma e aproveitar e centralizar o poder, expulsou os 670 jesuítas que aqui moravam e mandou fechar os colégios. Eles foram acusados de traição, o Padre Gabriel Malagrida foi queimado em praça pública e o restante embarcou para Lisboa aonde foram presos.

Quando rei de Portugal D. José I morreu e foi substituído por D. Maria I, Pombal foi condenado e só não foi executado devido a sua idade avançada, ele contava com 78 anos.

Fontes:

http://books.google.com/books?id=vxatL5Q2mVQC&pg=PA35&dq=expulsao+dos+jesuitas+do+brasil&hl=pt-br&ei=deC-TO-_

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A proibição da escravidão de índios

Em 1680, com grande influência do padre Antônio Vieira, era outorgada no Estado do
Maranhão e Grão Pará uma lei que proibia a escravização dos índios na região, mesmo que fosse por meio de resgate ou guerra justa . Segundo Karl Arenz (2007: 91), essa lei, que estipulava uma liberdade tutelada sobre os indígenas, fora criada visando incrementar a atividade produtiva do Estado, ainda incipiente segundo as expectativas da Coroa e dos moradores que constantemente enviavam cartas ao rei solicitando a entrada de mão-de-obra escrava negra. Nesse sentido, na mesma data fora outorgada uma carta que estipulava duas frentes de arregimentação e inserção de mão-de-obra na região, a inserção de escravos negros e o incentivo à prática de descimentos e repartição da mão-de-obra indígena. Segundo o rei:
“tenho ordenado a condução dos negros da Costa da Guiné que todos os anos hão
de ir ao mesmo Estado com a maior comodidade dos moradores dele que se pode
ajustar, assim também convém não somente conservar os índios livres que de
presente se acham nas aldeias, mas procurar aumenta-los descendo outros do
sertão para que sirvam o mesmo Estado”. (1º abr. 1680, ABN: 51-56)
Buscou-se, então, paulatinamente inserir escravos africanos no Estado que
substituiriam a mão-de-obra indígena cativa. No entanto, a tentativa de criação de uma Companhia de Comércio e de abastecer os moradores de trabalhadores africanos fora
malograda. Os colonos não tinham condições de pagar os altos preços dos escravos africanos (ARENZ, 2007: 98), que chegavam a ser 50 vezes mais caros do que um escravo indígena resgatado (28 abr. 1688, ABN: 97-101; 29 jan. 1703, ABN: 235-236).
Diante deste quadro de instabilidade, da falta de trabalhadores cativos indígenas e
africanos, da sensação de que as demandas dos moradores nunca eram ouvidas pela Coroa e de que os religiosos seculares tinham um poder quase que absoluto na região, engendrou-se, em 1684 na cidade de São Luís, a intitulada Revolta de Beckman (Bombardi, F. A.)

domingo, 29 de janeiro de 2012

A REVOLTA DE CINADON


A REVOLTA DE CINADON
Em cerca de 396 a.C. , uma grande revolta envolvendo os segmentos sociais inferiores de Esparta foi abortada. Conhecida pelos historiadores como “Revolta de Cinadon”, ela tinha como objetivo tomar o poder político das mãos dos esparciatas, que eram o grupo dominante daquela sociedade, e pôr fim a centenas de anos de exploração e exclusão política a que estava submetida grande parte da população da Lacedemônia.
Desde que tinham estendido o poder à região da Messênia, em cerca de 720, os esparciatas conseguiram garantir para si um regime agrário que os conduzisse a uma auto-suficiência em termos de alimentos. As regiões da Lacônia e da Messênia dominadas por eles constituíam juntas cerca de 250 mil hectares de terras extremamente férteis.
Essas terras eram trabalhadas por uma enorme população de “escravos”, chamados hilotas, e que aparentemente eram propriedade do Estado e não de indivíduos. Os hilotas tinham que dar uma porcentagem fixa da colheita para os esparciatas (Tyrteu. Frag, 5), restando-lhes a parte excedente. Esses escravos agrícolas não podiam deixar a terra para participar de outros ofícios, pelo menos sem a aquiescência dos espartanos. Nesse regime agrário, os hilotas teriam que se especializar no trato com a terra para que pudessem sobreviver da porcentagem que lhes cabiam. Era, por mais contraditório que pudesse ter sido, um estímulo à sua especialização enquanto agricultores, já que suas vidas dependiam diretamente da boa produtividade das colheitas.
Muitos hilotas porém, não estavam presos à terra. Alguns deles trabalhavam em construções de templos, nas casas dos espartanos, no auxílio aos soldados do exército e na cozinha pública que preparava e servia repastos para os esparciatas. Alguns desses ofícios ministrados pelos hilotas, tais como as atividades de cozinheiro, arauto e adivinho, eram passadas às gerações seguintes pelas gerações anteriores, o que criava uma espécie de especialização familiar secularizada (Herôdotos VI 60).
Outro grupo social subordinado era o dos periecos. Eram homens livres, porém não eram cidadãos. Viviam em pequenas comunidades da Lacônia e da Messênia, das quais conhecemos o nome de cerca de cem no período Clássico. Nessas comunidades, eles tinham autonomia política local. Os periecos eram convocados constantemente para participarem do exército e lutavam por vezes separados por vezes lado a lado com os esparciatas.
Os periecos eram, em sua grande maioria, artesãos, pequenos proprietários de terras pouco férteis e comerciantes. Eles levavam o produto de suas colheitas assim como os objetos que produziam para a Agorá ou para os portos para serem transacionados no interior da própria Esparta ou com outras póleis. Os artesãos periecos tinham ótima fama. Até onde sabemos, eram eles que construíam móveis, cantis, mantos, sapatos, vasos de cerâmica e embarcações . Eram-lhes permitido o uso de moeda cunhada, o que fazia com que alguns chegassem a enriquecer.
Um terceiro grupo social subordinado era o dos Hippomeiones. Eram espartanos que haviam perdido sua condição de cidadãos, saindo do grupo dos esparciatas e caindo de status social. Em geral, isso se dava por terem empobrecido, ficando impedidos de pagar o tributo anual para os repastos públicos. O número de Hippomeiones cresceu sobremaneira no final do V e início do IV século e Cinadon era um deles . Eles serviam no exército e eram mandados pelos éforos em missões secretas do Governo (Xenofonte, Hellenicas III 3 9).
Um outro grupo social que participou da tentativa de revolta foi o dos Neodamodeis. Ao contrário do que o nome parece indicar, os neodamodeis eram ex-hilotas que tinham servido no exército. Como prêmio por suas atividades, ao voltarem eles teriam subido de status, não ficando mais em estado de escravidão tão rígida. A primeira vez que eles apareceram nos textos foi no contexto da Guerra do Peloponeso, em 425, quando começaram a servir no exército (Tucídides V 34) . Os esparciatas, por vezes, podiam dar-lhes pequenos lotes de terras em locais determinados, onde trabalhariam como agricultores. Os neodamodeis, dessa forma, continuariam em relação de dependência para com os espaciatas.

A revolta planejada por Cinadon envolvia pessoas de todos esses grupos sociais. Em geral, eles tinham muito pouco apreço pelos esparciatas. Segundo o próprio Cinadon, a vontade que esses grupos sociais tinham em relação aos esparciatas era de “comê-los crus” (Xenofonte, Hellenicas III 3 6).
A desvantagem numérica dos esparciatas em relação aos demais grupos sociais era muito grande. Por volta da época de Cinadon, de uma população de quatro mil pessoas que estavam na Agorá, apenas setenta seriam esparciatas (Xenofonte, Hellenicas III 3 4). Nos campos, em cada fazenda haveria um espartano para outros tantos inimigos (Xenofonte, Hellenicas III 3 7).
Esse ódio latente em relação aos esparciatas tinha várias razões históricas. Em primeiro lugar, poderíamos citar as próprias condições materiais de existência dos grupos subordinados, que, em sua grande maioria, operavam no limite da subsistência. Essa insatisfação constante dos subordinados pode ser explicada também pala insistência com a qual os ricos espartanos tentaram implementar o ideal oligárquico da auto-suficiência agrária, bloqueando as atividades comerciais e artesanais em uma sociedade extremamente desigual em todos os aspectos. Estas atividades, se estimuladas, poderiam funcionar como uma válvula de escape para grupos sociais oprimidos economicamente.
A nível simbólico, os esparciatas não escondiam de ninguém o seu desprezo pelos grupos sociais subordinados. Isso se torna evidente quando nos debruçamos sobre os costumes. Os funerais dos espartanos eram diferenciados em relação aos demais grupos (Herôdotos, IX 85), com enterramentos pomposos de guerreiros e de reis mortos contrastando com as covas rasas nas quais hilotas e periecos eram enterrados. Além disso, havia várias festividades nas quais o acesso aos não-cidadãos era proibido, principalmente em festas onde a redistribuição de comida era farta. Nas sissítias, espécie de mesas públicas onde os cidadãos eram obrigados a fazerem suas refeições, os hilotas eram levados bêbados para divertirem os espartanos, servindo também como exemplo para mostrarem aos jovens o mal que o excesso de bebida podia provocar.
Na Kriptéia, os hilotas eram assassinados por jovens espartanos que saíam à sua caça. A prática era feita à noite e tem sido associada à rituais de iniciação de jovens que haviam chegado à idade adulta (Plutarco, Vida de Licurgo 28).
Aliado a isso, o desprezo aberto com que os espartanos tratavam aqueles que faziam os ofícios, o comércio e a agricultura eram manifestados abertamente à nível discursivo Plutarco nos conta que o rei Agesilaos, tendo reunido todo o exército espartano e aliado, pediu a todos para sentarem-se. Mandou, então, que cada soldado que exercesse um ofício se levantasse. Somente os esparciatas teriam ficado sentados, o que serviu para Agesilaos demonstrar que os espartanos eram os únicos soldados profissionais ali presentes (Plutarco, Vida de Agesilaos 26).

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A CRISE MEDIEVAL E A EXPANSÃO MARÍTIMA

O crescimento demográfico, observado na Europa a partir do século X, modificou o modelo auto-suficiente dos feudos. Entre os séculos XI e XIII a população européia mais que dobrou. O aumento das populações impulsionou o crescimento das lavouras e a dinamização das atividades comerciais. No entanto, essas transformações não foram suficientes para suprir a demanda alimentar daquela época. Nesse período, várias áreas florestais foram utilizadas para o aumento das regiões cultiváveis.

A discrepância entre a capacidade produtiva e a demanda de consumo retraiu as atividades comerciais e a dieta alimentar das populações se empobreceu bastante. Em condições tão adversas, o risco de epidemias se transformou em um grave fator de risco. No século XIV, a peste negra se espalhou entre as populações causando uma grande onda de mortes que ceifou, aproximadamente, um terço da Europa. No século XV, o contingente populacional europeu atingia a casa dos 35 milhões de habitantes.

A falta de mão-de-obra disponível reforçou a rigidez anteriormente observada nas relações entre senhores e servos. Temendo perder os seus servos, os senhores feudais criavam novas obrigações que reforçassem o vínculo dos camponeses com a terra. Além disso, o pagamento das obrigações sofreu uma notória mudança com a reintrodução de moedas na economia da época. Os senhores feudais preferiam receber parte das obrigações com moedas que, posteriormente viessem a ser utilizadas na aquisição de mercadorias e outros gêneros agrícolas comercializados em feiras.

Os camponeses, nessa época, responderam ao aumento de suas obrigações com uma onda de violentos protestos acontecidos ao longo do século XIV. As chamadas jacqueries foram uma série de revoltas camponesas que se desenvolveram em diferentes pontos da Europa. Entre 1323 e 1328, os camponeses da região de Flandres organizaram uma grande revolta; no ano de 1358 uma nova revolta explodia na França; e, em 1381, na Inglaterra.

Passadas as instabilidades do século XIV, o contingente populacional cresceu juntamente com a produção agrícola e as atividades comerciais. Em contrapartida, a melhoria dos índices sociais e econômicos seguiu-se de novos problemas a serem superados pelas sociedades européias. A produção agrícola dos feudos não conseguia abastecer os centros urbanos e os centros comerciais não conseguiam escoar as mercadorias confeccionadas.

Ao mesmo tempo, o comércio vivia grandes entraves com o monopólio exercido pelos árabes e pelas cidades italianas. As rotas comerciais e feiras por eles controladas inseriam um grande número de intermediários, encarecendo o valor das mercadorias vindas do Oriente. Como se não bastassem os altos preços, a falta de moedas impedia a dinamização das atividades comerciais do período. Nesse contexto, somente a busca de novos mercados de produção e consumo poderiam amenizar tamanhas dificuldades. Foi assim que, nos séculos XV e XVI, a expansão marítimo-comercial se desenvolveu

OS CONFLITOS NA REGIÃO DO PRATA

A Guerra do Prata,[2], também conhecida como Guerra contra Oribe e Rosas,[3] foi um episódio numa longa disputa entre Argentina e Brasil pela influência no Uruguai e hegemonia na região do Rio da Prata. A guerra foi travada no Uruguai, Rio da Prata e nordeste argentino de agosto de 1851 a fevereiro de 1852, entre as forças da Confederação Argentina e as forças da aliança formada pelo Império do Brasil, Uruguai e províncias rebeldes argentinas de Entre Rios e Corrientes.

A ascensão de Juan Manuel de Rosas como ditador argentino e a guerra civil no Uruguai após sua independência do Brasil geraram instabilidade na região do Prata, devido ao desejo argentino de ter Uruguai e Paraguai em sua esfera de influência, e posteriormente recriar o antigo Vice-reinado do Prata. Estes objetivos eram contrários à soberania brasileira, uma vez que o antigo vice-reinado era formado por terras pertencentes à província do Rio Grande do Sul, e aos interesses brasileiros de influência na região, que já haviam gerado a Guerra da Cisplatina e instigariam ainda outras duas guerras.

A Guerra do Prata terminou com a vitória aliada na Batalha de Monte Caseros em 1852, estabelecendo a hegemonia brasileira na região do Prata e gerando estabilidade política e econômica ao Império do Brasil. Porém, a instabilidade nos outros países da região permaneceria, com as disputas internas entre partidos no Uruguai e uma guerra civil na Argentina pós-Rosas. Este conflito faz parte das chamadas Questões Platinas na História das Relações Internacionais do Brasil e como parte integrante

terça-feira, 14 de junho de 2011

IDENTIFICANDO AS ALTAS HABILIDADES

Quando falamos em altas habilidades/superdotação é comum remetermos o pensamento à lembrança de nomes como o de Leonardo da Vinci, Albert Einstein, Thomas Edison, Beethoven… Enfim, lembramo-nos de nomes de pessoas que, com sua inteligência e seus feitos, contribuíram para a evolução da cultura e da ciência da humanidade. Muitos desses indivíduos, que hoje são reverenciados, passaram pelas mais diversas situações de constrangimento e humilhação por expor ideias inovadoras e criativas para a época. Considerados loucos, hereges e anarquistas, houve aqueles que foram rejeitados, os que se isolaram da sociedade, os que foram expulsos de seu meio e os que foram mortos.

Tanto a genética quanto o ambiente são responsáveis pelas variações da inteligência dacriança. Não podemos prever a extensão em que as potencialidades podem se desenvolver; podemos oferecer oportunidades adequadas para as crianças satisfazerem suas curiosidadess obre o ambiente que a cerca para que o seu potencial genético possa levá-lo a se desenvolver de acordo com as suas capacidades. A superdotação é influenciada por fatores genéticos, fatores do indivíduo (como auto-estima elevada, coragem, persistência, energia, alta motivação) e por fatores ambientais (oportunidades variadas, personalidade e nível educacional dos pais, estimulação dos interesses).
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/53893/1/Educacao-de-Educandos-com-Altas-Habilidades-Superdotacao/pagina1.html#ixzz1PFkNKse7

terça-feira, 31 de maio de 2011

A ÉTICA DE kANT E ARISTOTELES

A ética para Aristóteles
“ o homem que quer viver bem deve viver sempre segundo a razão”
Para Aristóteles o objecto da ética é a felicidade esta corresponde a vida boa, isto é, uma vida digna.
O DEVER – é a necessidade de cumprir uma acção por respeito à lei.
Aqui vê-mos que não podemos obedecer a lei porque é lei, mas porque respeitamos a lei. Daí Kant nos mostra a necessidade da intenção.
Praticamos uma acção porque temos uma pureza de intenção, e que nos conduz a esforços.