OLÁ CARÍSSIMOS ALUNOS DE HISTÓRIA DO 2º ANO
Faremos em lugar de uma prova tradicional, uma espécie de gincana na qual cada aluno participará de acordo com suas habilidades, e o tema central será a Cabanagem:
Vocẽs podem consultar na google um game sobre a cabanagem e o endereço é: www.br-ie.org/pub/index.php/wie/article/view/973/959
Eis alguns trechos da Cabanagem que serão objeto das tarefas
1) Batista Campos continuou com as publicações do jornal fundado por Felipe
Patroni. Ele também foi perseguido pelos portugueses, e por isto, o movimento se
intensificou e passou a ser marcado pela violência. Em 1834 ele morre por não ter o
devido cuidado médico a uma infecção de um ferimento, isso por estar foragido no
interior do estado do Pará. Batista Campos era o principal líder dos cabanos, que
invadiram Belém e tomaram o poder uma semana após a sua morte.
2)Em 6 de janeiro de 1835, liderados por Antônio Vinagre, os rebeldes (tapuios, cabanos, negros e índios) tomaram de assalto o quartel e o palácio do governo de Belém, nomeando Félix Antonio Clemente Malcher presidente do Grão-Pará. Os cabanos, em menos de um dia, atacaram e conquistaram a cidade de Belém, assassinando o presidente Lobo de Souza e o Comandante das Armas, e apoderando-se de uma grande quantidade de material bélico. No dia 7, Clemente Malcher foi libertado e escolhido como presidente da província e Francisco Vinagre para Comandante das Armas.
3)O governo cabano não durou muito tempo, pois o novo presidente, Félix Malcher - tenente-coronel, latifundiário e dono de engenhos de açúcar - era mais identificado com os interesses do grupo dominante derrotado, e é deposto em 19 de fevereiro de 1835, com o apoio das classes dominantes, que pretendiam manter a província unida ao Império do Brasil.[1]
Francisco Vinagre, Eduardo Angelim e os cabanos pretendiam se separar. O rompimento aconteceu quando Malcher mandou prender Angelim. As tropas dos dois lados entraram em conflito, saindo vitoriosas as de Francisco Vinagre. Clemente Malcher, assassinado, teve o seu cadáver arrastado pelas ruas de Belém.
Agora na presidência e no Comando das Armas da Província, Francisco Vinagre não se manteve fiel aos cabanos. Se não fosse a intervenção de seu irmão Antônio, teria entregue o governo ao poder imperial, na pessoa do marechal Manuel Jorge Rodrigues (julho de 1835). Devido à sua fraqueza e ao reforço de uma esquadra comandada pelo almirante inglês Taylor, os cabanos foram derrotados e se retiraram para o interior. Reorganizando suas forças, os cabanos atacaram Belém, em 14 de agosto. Após nove dias de batalha, mesmo com a morte de Antônio Vinagre, os cabanos retomaram a capital.
4)capital.
Eduardo Angelim assumiu a presidência. Durante dez meses, a elite se viu atemorizada pelo controle cabano sobre a província do Grão-Pará. A falta de um projeto com medidas concretas para a consolidação do governo rebelde, provocaram seu enfraquecimento. Diante da vitória das forças de Angelim, o império reagiu e nomeou, em março de 1836, o brigadeiro Francisco José de Sousa Soares de Andréa como novo presidente do Grão-Pará, autorizando a guerra total contra os cabanos. Em fevereiro, quatro navios de guerra se aproximavam de Belém, prontos para atacar a cidade, tomada pela desordem, fome e varíola. No dia 13 de maio de 1836, o brigadeiro d'Andrea estacionou sua esquadra em frente a Belém e bombardeou impiedosamente a cidade. Os cabanos insurgentes escapavam pelos igarapés em pequenas canoas, enquanto Eduardo Angelim e alguns líderes negociavam a fuga.[1]
O brigadeiro d'Andrea, entretanto, julgando que Angelim, mesmo foragido, seria uma ameaça, determinou que seus homens fossem ao seu encalço. Em outubro de 1836, numa tapera da selva, ao lado de sua mulher, Angelim foi capturado, tornado prisioneiro na fortaleza da Barra, até seguir para o Rio de Janeiro. A Cabanagem, porém, não acabou com a prisão de Eduardo Angelim. Os cabanos, internados na selva, lutaram até 1840, até serem completamente exterminados (nações indígenas foram chacinadas; os murá e os mauê praticamente desapareceram).[1]
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Yeats é um dos grandes poetas da língua inglesa. Nascido na Irlanda, apresenta em seus poemas uma rica visão do mundo e da saga humana, e a capacidade que teve para
defender e exigir de seus contrários o respeito por suas idéias místicas. The
Sorrow Of Love faz parte do livro The Rose, publicado em 1893, e mesmo estando
entre seus primeiros trabalhos já revela a inigualável qualidade musical de sua
poesia.
The full round moon and the star-laden sky,
And the loud song of the ever-singing leaves,
Had hid away earth’s old and weary cry .
And then you came with those red mournful lips,
And with you came the whole of the world’s tears,
And all the trouble of her labouring ships,
And all the trouble of her myriad years.
And now the sparrows warring in the eaves,
The curd-pale moon, the white stars in the sky,
And the loud chaunting of the unquiet leaves,
Are shaken with earth’s old and weary cry.
TRADUÇÃO EM PORTUGUÊS -AS PENAS DO AMOR
Sobre os telhados a algazarra dos pardais,
Redonda e cheia a lua - e céu de mil estrelas,
E as folhas sempre a murmurar seus recitais,
Haviam esquecido o mundo e suas mazelas.
Então chegaram teus soturnos lábios rosas,
E junto a eles todas lágrimas da terra,
E o drama dos navios em águas tempestuosas
E o drama dos milhares de anos que ela encerra.
E agora, no telhado a guerra dos pardais,
A lua pálida, e no céu brancas estrelas,
De inquietas folhas, cantilenas sempre iguais,
Estão tremendo - sob o mundo e suas mazelas.
defender e exigir de seus contrários o respeito por suas idéias místicas. The
Sorrow Of Love faz parte do livro The Rose, publicado em 1893, e mesmo estando
entre seus primeiros trabalhos já revela a inigualável qualidade musical de sua
poesia.
The full round moon and the star-laden sky,
And the loud song of the ever-singing leaves,
Had hid away earth’s old and weary cry .
And then you came with those red mournful lips,
And with you came the whole of the world’s tears,
And all the trouble of her labouring ships,
And all the trouble of her myriad years.
And now the sparrows warring in the eaves,
The curd-pale moon, the white stars in the sky,
And the loud chaunting of the unquiet leaves,
Are shaken with earth’s old and weary cry.
TRADUÇÃO EM PORTUGUÊS -AS PENAS DO AMOR
Sobre os telhados a algazarra dos pardais,
Redonda e cheia a lua - e céu de mil estrelas,
E as folhas sempre a murmurar seus recitais,
Haviam esquecido o mundo e suas mazelas.
Então chegaram teus soturnos lábios rosas,
E junto a eles todas lágrimas da terra,
E o drama dos navios em águas tempestuosas
E o drama dos milhares de anos que ela encerra.
E agora, no telhado a guerra dos pardais,
A lua pálida, e no céu brancas estrelas,
De inquietas folhas, cantilenas sempre iguais,
Estão tremendo - sob o mundo e suas mazelas.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
O Chalaça e a crise política do I Reinado
Se quisermos compreender a crise política que se abateu sobre o I Reinado de D Pedro I,precisamos conhecer um pouco da vida de Francisco Gomes da Silva, mais conhecido como o Chalaça.
Chalaça era uma espécie de secretário particular de D Pedro I, e tão bem desincumbiu-se de seu serviço que D. Pedro não queria mais prescindir deles. Por um lado, Chalaça dominava várias línguas, escrevia com correção, tinha o pensamento organizado - perfeito administrador. Por outro lado, prestava também outros "servicinhos", como arranjar belas mulheres para o imperador. A mais fascinante de todas surge na vida de D. Pedro exatamente numa viagem a São Paulo e se chamava Domitília de Castro Canto e Mello, que mais tarde receberia o título de Marquesa de Santos.
É sabido que Domitília teve amores com D. Pedro. Pode ser provável também, conforme aponta Cipriano Barata que Domitília e o Chalaça fossem amantes mancomunados para extrair do príncipe o maior lucro. Teria sido, enfim, um triangulo amoroso. O fato é que, a partir da Independência, a influência do Chalaça junto ao imperador aumentou, o que se traduz em diversos títulos honoríficos e fortuna crescente.
Além do mais, era o alcoviteiro, o oportunista, o intermediário de negócios escusos, o financista, o conselheiro do imperador, a alma danada que contribuiu para a preservação no poder do Partido Português e para a neutralização de homens públicos como José Bonifácio. E assim passou à história como a sombra de Pedro I, e arranjador dos esquemas de corrupção que uma vez delatados pela imprensa da época, mancharam o prestígio do primeiro imperador do Brasil
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
O filme Quo Vadis e a Roma antiga

A Roma Cristã
No princípio Roma era politeísta e pagã. No final do período republicano o cristianismo penetra em Roma, e os cristãos serão perseguidos. O auge da perseguição aos cristãos aconteceu depois do grande incêndio que destruiu Roma, pois as pessoas acreditavam que a culpa era de Nero.
Mas o imperador culpou os cristãos e executou milhares deles publicamente - muitos foram usados como tochas humanas nos jardins do palácio.
Mesmo assim, os cristãos continuaram a crescer em número graças aos ensinamentos de São Paulo. Ao contrário dos romanos, que praticavam a cremação, eles enterravam seus mortos em sepulturas – uma série de cemitérios subterrâneos foi construída entre os séculos V e II d.C.
O filme Quo Vadis retrata essa época da perseguição ao cristianismo na Roma de Nero
quinta-feira, 17 de março de 2011
Aos alunos de História do 1º ano
Caríssimos:
Postei aqui no meu blog um artigo escrito por um professor de Mitologia(JUnito de Souza Brandão), no qual ele explica sobre o culto de Dionísio em Atenas, e de como a política influencia na religião. As mudanças plíticas que se sucederam em Atenas, provocaram a perda do poder da classe dominante(os eupátridas)e a conquista do poder de classes emergentes, como os camponeses e os comerciantes. Essa situação politica foi favorável para que novos cultos fossem aceitos na cidade(polis)
Postei aqui no meu blog um artigo escrito por um professor de Mitologia(JUnito de Souza Brandão), no qual ele explica sobre o culto de Dionísio em Atenas, e de como a política influencia na religião. As mudanças plíticas que se sucederam em Atenas, provocaram a perda do poder da classe dominante(os eupátridas)e a conquista do poder de classes emergentes, como os camponeses e os comerciantes. Essa situação politica foi favorável para que novos cultos fossem aceitos na cidade(polis)
O culto a Dionisio e a política de Atenas

Dionisio somente fez seu aparecimento solene e "oficial" na pólis de Atenas, assim como na literatura grega e, por conseguinte, na mitologia, a partir do século VI a..c. por que tão tardiamente, ? A explicação:. Dionisio é um deus essencialmente agrário, deus da vegetação, por isso mesmo, permaneceu por longos séculos confinado no campo cultuado por camponeses. É que Atenas, até os fins do século VII a.C, foi dominada pelos Eupátridas, os bem-nascidos, os nobres, que, sendo os únicos que se podiam armar, eram igualmente os únicos que podiam defender a pólis, tornando-se esta propriedade dos mesmos. Assim, o governo, as terras, o sacerdócio, a justiça sob forma temística (expressa pela "vontade divina") somente a eles, aos Eupátridas, pertenciam de direito e de fato. Senhores de tudo, eram também senhores da religião. Seus deuses Olímpicos e patriarcais (Zeus, Apolo, Posídon, Ares, Atena...), projeção de seu regime político, mantinham-lhes a pólis e o status quo. A Pólis e seus Eupátridas eram politicamente guardados pelos imortais do Olimpo.
Somente no século VI a.e.c. com o enfraquecimento militar e, por consequinte, político dos Eupátridas, o qual foram perdendo pela criação do sistema monetário (a terra até então era a forma principal de riqueza dessa classe), pelo vertiginoso desenvolvimento do comércio, pelo descontentamento popular - a revolução era iminente, segundo expressa Sólon - e sobretudo pela consttituição do mesmo legislador, inclusive acerca da reforma solonina, quando se lançaram em Atenas as primeiras sementes da democracia, é que o povo começou a ter certos direitos na pólis. As sementes da democracia frutificaram-se rapidamente, como é sabido, e de Sólon, passando por Pisístrato e depois por Clístenes, Efialtes e Péricles, o povo teve, afinal, voz soberana se fez ouvir: era a assembléia do povo. com o povo e a democracia, Dionisio, de tirso em punho, seguido de suas Mênades ou Bacantes, suas sacerdotisas , fez sua entrada triunfal na polís de Atenas
Na realidade, a política de Pisístrato (605-527 a.e.c.), que tanto fez por Atenas e por seu povo, buscou com afinco o nivelamento das classes sociais e a conciliação dos diversos cultos, tentando realizar uma verdadeira confraternização entre os deuses. Pois bem, foi a partir principalmente desse tirano que em Atenas se celebravam quatro grandes festas em honra do deus do vinho: Dionísias Rurai, Lenéias, Dionísias Urbanas ou Grendes Dionísias e Antestérias
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Mito de Dionisio -Democreacia ateniense
quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Mundos diferentes
A derrota dos astecas para os espanhóis não pode ser explicada por um único fator apenas. Na verdade, ela é o resultado da combinação de uma série de fatores. Os dois mais importantes foram o fato de Cortéz ter conseguido aliados entre as populações indígenas e o de que ele estava bem informado a respeito do seu inimigo.
Curiosamente, enquanto Cortéz sabia muito a respeito dos astecas, Montezuma 2º pouco sabia a respeito dos espanhóis. Isso se devia ao fato de que astecas e espanhóis viviam em "mundos mentais" diferentes, tinham concepções de mundo diferentes. Enquanto Cortéz valorizava a informação a respeito dos inimigos, recompensando seus informantes, o imperador asteca punia aqueles que lhe traziam notícias desfavoráveis.
Para o imperador asteca, os espanhóis eram imprevisíveis, pois não se encaixavam em nenhum dos modelos que conhecia: os astecas guerreavam seguindo regras de combate preestabelecidas, como em um torneio, enquanto os espanhóis usavam de todos os meios para surpreender o inimigo. Além disso, os astecas tinham uma visão cíclica da história, acreditavam que tudo ocorre em ciclos, que se repetem regularmente.
Os astecas acreditavam que antes de este mundo ser criado, outros mundos existiram, tendo sido criados e destruídos. Quando algo novo ocorria, os astecas procuravam de algum modo encaixar isso em profecias. Por isso, ao que tudo indica, várias das profecias feitas a respeito da volta de Quetzacoatl foram feitas após a chegada dos espanhóis e não antes.
Criar profecias a respeito daquilo que já aconteceu seria uma maneira de aceitar e superar psicologicamente o passado. Como se vê, os astecas concebiam a realidade como algo rígido e imutável, enquanto os espanhóis tinham mais facilidade de improvisação, conseguindo se adaptar a novas circunstâncias.
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