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ESPARTA

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Yeats é um dos grandes poetas da língua inglesa. Nascido na Irlanda, apresenta em seus poemas uma rica visão do mundo e da saga humana, e a capacidade que teve para
defender e exigir de seus contrários o respeito por suas idéias místicas. The
Sorrow Of Love faz parte do livro The Rose, publicado em 1893, e mesmo estando
entre seus primeiros trabalhos já revela a inigualável qualidade musical de sua
poesia.
The full round moon and the star-laden sky,
And the loud song of the ever-singing leaves,
Had hid away earth’s old and weary cry .
And then you came with those red mournful lips,
And with you came the whole of the world’s tears,
And all the trouble of her labouring ships,
And all the trouble of her myriad years.
And now the sparrows warring in the eaves,
The curd-pale moon, the white stars in the sky,
And the loud chaunting of the unquiet leaves,
Are shaken with earth’s old and weary cry.

TRADUÇÃO EM PORTUGUÊS -AS PENAS DO AMOR
Sobre os telhados a algazarra dos pardais,
Redonda e cheia a lua - e céu de mil estrelas,
E as folhas sempre a murmurar seus recitais,
Haviam esquecido o mundo e suas mazelas.
Então chegaram teus soturnos lábios rosas,
E junto a eles todas lágrimas da terra,
E o drama dos navios em águas tempestuosas
E o drama dos milhares de anos que ela encerra.
E agora, no telhado a guerra dos pardais,
A lua pálida, e no céu brancas estrelas,
De inquietas folhas, cantilenas sempre iguais,
Estão tremendo - sob o mundo e suas mazelas.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Chalaça e a crise política do I Reinado


Se quisermos compreender a crise política que se abateu sobre o I Reinado de D Pedro I,precisamos conhecer um pouco da vida de Francisco Gomes da Silva, mais conhecido como o Chalaça.
Chalaça era uma espécie de secretário particular de D Pedro I, e tão bem desincumbiu-se de seu serviço que D. Pedro não queria mais prescindir deles. Por um lado, Chalaça dominava várias línguas, escrevia com correção, tinha o pensamento organizado - perfeito administrador. Por outro lado, prestava também outros "servicinhos", como arranjar belas mulheres para o imperador. A mais fascinante de todas surge na vida de D. Pedro exatamente numa viagem a São Paulo e se chamava Domitília de Castro Canto e Mello, que mais tarde receberia o título de Marquesa de Santos.

É sabido que Domitília teve amores com D. Pedro. Pode ser provável também, conforme aponta Cipriano Barata que Domitília e o Chalaça fossem amantes mancomunados para extrair do príncipe o maior lucro. Teria sido, enfim, um triangulo amoroso. O fato é que, a partir da Independência, a influência do Chalaça junto ao imperador aumentou, o que se traduz em diversos títulos honoríficos e fortuna crescente.

Além do mais, era o alcoviteiro, o oportunista, o intermediário de negócios escusos, o financista, o conselheiro do imperador, a alma danada que contribuiu para a preservação no poder do Partido Português e para a neutralização de homens públicos como José Bonifácio. E assim passou à história como a sombra de Pedro I, e arranjador dos esquemas de corrupção que uma vez delatados pela imprensa da época, mancharam o prestígio do primeiro imperador do Brasil

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O filme Quo Vadis e a Roma antiga


A Roma Cristã

No princípio Roma era politeísta e pagã. No final do período republicano o cristianismo penetra em Roma, e os cristãos serão perseguidos. O auge da perseguição aos cristãos aconteceu depois do grande incêndio que destruiu Roma, pois as pessoas acreditavam que a culpa era de Nero.
Mas o imperador culpou os cristãos e executou milhares deles publicamente - muitos foram usados como tochas humanas nos jardins do palácio.
Mesmo assim, os cristãos continuaram a crescer em número graças aos ensinamentos de São Paulo. Ao contrário dos romanos, que praticavam a cremação, eles enterravam seus mortos em sepulturas – uma série de cemitérios subterrâneos foi construída entre os séculos V e II d.C.
O filme Quo Vadis retrata essa época da perseguição ao cristianismo na Roma de Nero

quinta-feira, 17 de março de 2011

Aos alunos de História do 1º ano

Caríssimos:
Postei aqui no meu blog um artigo escrito por um professor de Mitologia(JUnito de Souza Brandão), no qual ele explica sobre o culto de Dionísio em Atenas, e de como a política influencia na religião. As mudanças plíticas que se sucederam em Atenas, provocaram a perda do poder da classe dominante(os eupátridas)e a conquista do poder de classes emergentes, como os camponeses e os comerciantes. Essa situação politica foi favorável para que novos cultos fossem aceitos na cidade(polis)

O culto a Dionisio e a política de Atenas


Dionisio somente fez seu aparecimento solene e "oficial" na pólis de Atenas, assim como na literatura grega e, por conseguinte, na mitologia, a partir do século VI a..c. por que tão tardiamente, ? A explicação:. Dionisio é um deus essencialmente agrário, deus da vegetação, por isso mesmo, permaneceu por longos séculos confinado no campo cultuado por camponeses. É que Atenas, até os fins do século VII a.C, foi dominada pelos Eupátridas, os bem-nascidos, os nobres, que, sendo os únicos que se podiam armar, eram igualmente os únicos que podiam defender a pólis, tornando-se esta propriedade dos mesmos. Assim, o governo, as terras, o sacerdócio, a justiça sob forma temística (expressa pela "vontade divina") somente a eles, aos Eupátridas, pertenciam de direito e de fato. Senhores de tudo, eram também senhores da religião. Seus deuses Olímpicos e patriarcais (Zeus, Apolo, Posídon, Ares, Atena...), projeção de seu regime político, mantinham-lhes a pólis e o status quo. A Pólis e seus Eupátridas eram politicamente guardados pelos imortais do Olimpo.
Somente no século VI a.e.c. com o enfraquecimento militar e, por consequinte, político dos Eupátridas, o qual foram perdendo pela criação do sistema monetário (a terra até então era a forma principal de riqueza dessa classe), pelo vertiginoso desenvolvimento do comércio, pelo descontentamento popular - a revolução era iminente, segundo expressa Sólon - e sobretudo pela consttituição do mesmo legislador, inclusive acerca da reforma solonina, quando se lançaram em Atenas as primeiras sementes da democracia, é que o povo começou a ter certos direitos na pólis. As sementes da democracia frutificaram-se rapidamente, como é sabido, e de Sólon, passando por Pisístrato e depois por Clístenes, Efialtes e Péricles, o povo teve, afinal, voz soberana se fez ouvir: era a assembléia do povo. com o povo e a democracia, Dionisio, de tirso em punho, seguido de suas Mênades ou Bacantes, suas sacerdotisas , fez sua entrada triunfal na polís de Atenas
Na realidade, a política de Pisístrato (605-527 a.e.c.), que tanto fez por Atenas e por seu povo, buscou com afinco o nivelamento das classes sociais e a conciliação dos diversos cultos, tentando realizar uma verdadeira confraternização entre os deuses. Pois bem, foi a partir principalmente desse tirano que em Atenas se celebravam quatro grandes festas em honra do deus do vinho: Dionísias Rurai, Lenéias, Dionísias Urbanas ou Grendes Dionísias e Antestérias

quarta-feira, 15 de setembro de 2010


Mundos diferentes
A derrota dos astecas para os espanhóis não pode ser explicada por um único fator apenas. Na verdade, ela é o resultado da combinação de uma série de fatores. Os dois mais importantes foram o fato de Cortéz ter conseguido aliados entre as populações indígenas e o de que ele estava bem informado a respeito do seu inimigo.
Curiosamente, enquanto Cortéz sabia muito a respeito dos astecas, Montezuma 2º pouco sabia a respeito dos espanhóis. Isso se devia ao fato de que astecas e espanhóis viviam em "mundos mentais" diferentes, tinham concepções de mundo diferentes. Enquanto Cortéz valorizava a informação a respeito dos inimigos, recompensando seus informantes, o imperador asteca punia aqueles que lhe traziam notícias desfavoráveis.
Para o imperador asteca, os espanhóis eram imprevisíveis, pois não se encaixavam em nenhum dos modelos que conhecia: os astecas guerreavam seguindo regras de combate preestabelecidas, como em um torneio, enquanto os espanhóis usavam de todos os meios para surpreender o inimigo. Além disso, os astecas tinham uma visão cíclica da história, acreditavam que tudo ocorre em ciclos, que se repetem regularmente.
Os astecas acreditavam que antes de este mundo ser criado, outros mundos existiram, tendo sido criados e destruídos. Quando algo novo ocorria, os astecas procuravam de algum modo encaixar isso em profecias. Por isso, ao que tudo indica, várias das profecias feitas a respeito da volta de Quetzacoatl foram feitas após a chegada dos espanhóis e não antes.
Criar profecias a respeito daquilo que já aconteceu seria uma maneira de aceitar e superar psicologicamente o passado. Como se vê, os astecas concebiam a realidade como algo rígido e imutável, enquanto os espanhóis tinham mais facilidade de improvisação, conseguindo se adaptar a novas circunstâncias.
A HISTÓRIA DE MALINCHE, A ÍNDIA ASTECA QUE AJUDOU OS ESPANHOIS A DOMINAR OS ASTECAS
Segundo um cronista da época, Bernal Díaz Del Castillo, Malinche teria sido a filha de um nobre, nascida numa região que era a "fronteira" entre o Império Asteca e os Estados maias, na Península do Yucatán. Ela conhecia tanto a língua maia quanto o nahuatl, idioma que era falado tanto pelos nahuas quanto pelos astecas.
Assim, ela e Aguilar serviram de intérpretes para Hernán Cortés. Malinche traduzia do nahuatl para o maia, que, só então, era traduzido para o espanhol por Aguilar. Isso era necessário porque Malinche não havia ainda aprendido a falar espanhol e porque, embora Aguilar falasse o maia, ele não falava o nahuatl. Mais tarde, Malinche aprendeu também a falar o espanhol.

Ela logo trocou o nome para Marina, converteu-se ao catolicismo e tornou-se a companheira de Cortéz. Malinche teve um papel muito importante na conquista do México, pois ela se tornou o braço direito do comandante dos conquistadores, servindo de guia e de intérprete.

Sua figura ainda é alvo de controvérsias no México. Para muitos, ela não passou de uma traidora, por ter ajudado os espanhóis, daí a expressão "malinchista", usada no México nos dias de hoje para acusar alguém de "traidor da pátria".
Cortéz e Malinche: os "pais do México"
Cortéz e Malinche costumam ser considerados os "pais" do México, no sentido de que a união deles representou o nascimento de uma nação mestiça. De fato, Cortéz e Malinche tiveram um filho: Martín Cortéz (1523-1568), que viveu à sombra de seu meio-irmão, também chamado Martín Cortéz (1533-1589). Por ser mestiço, era tratado como um cidadão de segunda classe no México dominado pela Espanha, vivendo como uma espécie de serviçal do irmão homônimo e mais novo, cuja mãe era a espanhola Juana de Zuñiga.

Com a ajuda de guias e intérpretes, Cortéz logo teve acesso a uma informação das qual soube tirar muito proveito: de que ele estaria sendo confundido com um deus asteca, Quetzacoatl. Na visão dos astecas, a chegada de Cortéz significava a realização de uma profecia, segundo a qual Quetzacoatl retornaria e assumiria o trono em Tenochtitlán (ao que tudo indica, essa profecia foi feita após a chegada dos espanhóis, como uma forma de tentar explicar a chegada daqueles homens que eram tão estranhos para os astecas).

Por isso, quando chegou à Tenochtitlán, em novembro de 1519, Cortéz, que vinha acompanhado dos soldados espanhóis e de milhares de guerreiros indígenas aliados, recebeu as boas-vindas de Montezuma 2º, o imperador asteca. O próprio Montezuma 2º teria acreditado que Cortéz fosse mesmo o deus Quetzacoatl.

Porém, pouco tempo depois, o imperador asteca percebeu que estava equivocado a respeito de Cortéz. Já era tarde demais. Montezuma foi feito prisioneiro pelos espanhóis, que logo começaram a tomar todos os objetos de ouro dos astecas.
Fim do Império Asteca
Os espanhóis permaneceram durante muitos meses em Tenochtitlán. Quando Cortéz precisou se ausentar da cidade, Pedro de Alvarado, seu substituto no comando das tropas, aproveitou-se da ausência do líder e ordenou o massacre de milhares de astecas que estavam reunidos no interior do Templo Maior, durante a festa de Tóxcatl.
Esse episódio ficou conhecido como "Noite Triste" e marcou o início da guerra entre astecas e espanhóis. Quando retornou, Cortéz não conseguiu conter os ânimos dos astecas. Os espanhóis e seus aliados indígenas se viram obrigados a fugir e buscaram refúgio em Tlaxcala, cidade onde viviam os principais inimigos dos astecas.
Diferentemente de outras cidades da região, Tlaxcala jamais se submeteu ao controle do Império Asteca. Por causa do seu apoio aos espanhóis, Tlaxcala acabou conquistando uma posição relativamente privilegiada durante o domínio colonial da Espanha no México. Cortéz buscou reforços na Espanha e entre os povos indígenas inimigos dos astecas.
Assim, ele conseguiu reunir um exército formado por milhares de guerreiros indígenas e cerca de 900 soldados espanhóis. Acompanhado desse exército e munido de canhões, Cortéz sitiou a capital asteca. Em 13 de agosto de 1521, após os astecas resistirem durante 75 dias, o último imperador asteca, Quatemozin (também chamado de Guatemozin), sucessor de Montezuma 2º, foi obrigado a se render aos espanhóis. Era o fim do Império Asteca.